sexta-feira, 4 de março de 2016

SER, TEMPO E ESPAÇO




EM FUNÇÃO DE ALUMAS CONVERSAS EM TERAPIA COM PACIENTE E DEMAIS, ME VEIO A IDEIA DE ESCREVER SOBRE O TEMA O SER, BUSCO , ENTÃO, APOIO EM MONIQUE AUGRAS E HEIDEGGER. O QUE PRETENDO COMPREENDER É COMO ESTE SER SE ORGANIZA NO TEMPO E NO ESPAÇO , AMBOS RELATIVOS E AO MESMO TEMPO ABSOLUTOS EM SUA NATUREZA CONCRETA E PSÍQUICA , DESDE QUE ENTENDO A DINÂMICA DO ESPAÇO HUMANO A PARTIR DAS EXTENSÕES DO CORPO , E O SER É SEU CENTRO, QUE O INCLUI NO MUNDO.




JÁ O TEMPO É TODA INSEGURANÇA ONTOLÓGICA DO HOMEM, PORQUE O HOMEM CRIA O TEMPO , MAS NÃO O DETERMINA.
ASSIM, COMPREENDER O SER DENTRO DESTE TEMPO E ESPAÇO É UM DESAFIO COM TODA SUA CONTRADIÇÃO.
E AINDA TEM AQUELE SER QUE NÃO SE ASSUME DENTRO DE TODOS ESTES ASPECTOS, DIFÍCEIS, CONCORDO, PORÉM NECESSÁRIOS PARA UM PROCESSO TRANSFORMADOR. SEM CONFLITO NÃO HÁ CRESCIMENTO.
PARA UNS É MAIS FÁCIL VIVER A VIDA DO OUTRO NA ILUSÃO DE QUE  AQUELA É MAIS FÁCIL E MAIS BELA E PERDEM A BELEZA DE SUA CONSTRUÇÃO. A SAÍDA QUE ESTE INDIVÍDUO ENCONTRA É A NEUROSE PATOLÓGICA, A FUGA DA REALIDADE, O MERGULHO NA ILUSÃO DE UM TEMPO INFINITO E DE UM ESPAÇO QUE SÓ ELE CONHECE E O DEFINE DENTRO DESTA MESMA NEUROSE.

Sandra Cristina Vieira
Psicóloga Clínica Cognitiva

quarta-feira, 2 de março de 2016

Pedofilia


Pedofilia

A palavra deriva do grego, “ped(o)”, “paidós” – que remete à ideia de criança – e “phílos” – que traduz o conceito de amigo, querido.
A pedofilia atualmente vem sido um assunto muito preocupante em toda sociedade, cada vez mais , vem aumentando em grandes proporções desde o século XX, atribuindo-se  à facilidade de acesso aos meios de comunicação, dentre eles a utilização da internet como um dos principais veículos de propagação das condutas pedofílicas e de pornografia infantil.
A prática da pedofilia envolve várias classes sociais e profissionais,  Observa-se mais o aliciamento de crianças e adolescentes  no mesmo seio familiar do seu agressor, que geralmente são pessoas acima de qualquer suspeita.
 Pedofilia trata-se de uma “perversão que leva um indivíduo adulto a se sentir sexualmente atraído por crianças; prática efetiva de atos sexuais com crianças”. Deve-se ressaltar que o termo perversão foi inicialmente trabalhado por Sigmund Freud a partir de 1896, a qual se atribuiu o sentido de desvio sexual em relação a uma norma.
 A pedofilia é um conceito de doença que abarca uma variedade de abuso sexual de menores, desde homossexuais que procuram meninos na rua, até parentes que mantêm relações sexuais com menores dentro de seus lares.
Logo, a  pedofilia consiste também, em um distúrbio de conduta sexual, considerado uma perversão sexual de caráter compulsivo e obsessivo, apresentado por adultos com uma atração sexual, exclusiva ou não, por crianças ou adolescentes.
 Os elementos que designam  necessários para que uma pessoa possa ser enquadrada no ato do agir pedofílico:

a) Comportamentos sexuais excitantes, recorrentes e intensos envolvendo atividade sexual com uma ou mais de uma criança pré-púbere (geralmente com 13 anos ou menos).
b) As fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos sexuais excitantes causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
c) O indivíduo tem no mínimo 16 anos e é pelo menos 5 anos mais velho que a(s) criança(s) com o qual mantém relação. Aqui não cabe incluir um indivíduo no final da adolescência envolvido num relacionamento sexual contínuo com uma criança com 12 ou 13 anos de idade.
Dentro deste quadro de perversão pedofila temos aqueles que além de abusar do menor s sexualmete , também torturam e matam  suas  vítimas  , neste quadro então, além da pervesão encontramos uma psicopatia, onde o agressor não lida com nenhuma culpa pelos seus atos abusivos e criminosos. Estes atraem sua vítima com muita perspicácia e inteligência, envolve-a numa trama que a mesma não percebe a maldade que está prestes a se submeter.
Os pedófilos sabem que a criança sofre, sente dor. Mas ele pensa apenas em satisfazer o seu desejo sexual . Para a pessoa que tem este transtorno sexual, é possível ter também desejo por pessoas da mesma idade, sexo oposto ou do mesmo sexo. Mas alguns sentem desejo apenas por crianças.
Segundo Freud, pedófilos foram na infância abusados, ou sofreram algum tipo de violência , contudo , estudos recentes apontam para casos que muitos não sofreram abuso algum. Afirmar que é uma doença comportamental é muito arriscado, visto que,   recentes teorias sobre a etiologia da pedofilia, tais como o conceito de um distúrbio neurológico ou alterações de estrutura e função em áreas do cérebro frontal, temporal e límbicas, tendo como principal objetivo oferecer não apenas uma atualização de como a pedofilia pode ser explicada por alterações neurobiológicas e de desenvolvimento.

 Sandra Cristina Vieira
Psicóloga Clínica Cognitiva

sábado, 27 de fevereiro de 2016

DEPRESSÃO



Acredita-se que a depressão é uma agressão do indivíduo contra ele próprio em uma tentativa de auto-punição. Através de estudos de exploração com depressivos Beck chega a conclusão, contrária a essa teoria de auto-punição, que pacientes depressivos tem pensamentos de negatividade, ou pessimismo em relação a si,e ao ambiente e ao futuro.





Seu pensamento tem aspectos de egoísmo e individualismo, acreditando que todos a sua volta devem-lhe favores e devem servi-lo a tempo e a hora, se assim não ocorrer, ele entra no estado mental de que ninguém gosta dele, se preocupa, não o valoriza, se vitimiza afim de atingir seu próximo com a culpa.
Depressivos sistematicamente distorcem a realidade, aplicando um viés negativo em seu processamento de informação. Beck aponta a cognição, e não a emoção, como o fator essencial na depressão, conceituando-a, portanto, como um transtorno de pensamento e não um transtorno emocional.
O objetivo da terapia cognitiva é tratar esses pensamentos, ir mudando a percepção distorcida e reforçada aos longo de sua vida.
A maneira como o deprimido vê a si mesmo é seu centro cognitivo: é o que o faz funcionar, e ele vê o mundo através de sua auto-imagem distorcida, comprometendo a si e seus familiares, em um desgaste estóico. Nesse tratamento a família necessita tb de apoio e orientação.

Sandra Cristina Vieira
Psicóloga Clínica Cognitiva

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

DIFRENÇAS ENTRE MEDO E ANSIEDADE





MEDO É UM ESTADO NEUROFISIOLÓGICO AUTOMÁTICO PRIMITIVO DE ALARME , ENVOLVENDO AMEAÇA OU PERIGO IMINENTE À SEGURANÇA E INTEGRIDADE DO INDIVÍDUO.
O MEDO É UM ALARME PRIMITIVO EM RESPOSTA AO PERIGO PRESENTE.
O MEDO É UM PROCESSO COGNITIVO GERANDO A ANSIEDADE A QUAL IMPULSIONA A AÇÃO, VISTO QUE, O MEDO PARALISA.
A ANSIEDADE É UM RESPOSTA EMOCIONAL PROVOCADA POR MEDO. PORTANTO MEDO É A AVALIAÇÃO (COGNITIVA) DE PERIGO.
 ANSIEDADE É O ESTADO DE SENTIMENTO DESAGRADÁVEL EVOCADO QUANDO O MEDO É ESTIMULADO.
TANTO O MEDO E A ANSIEDADE ENVOLVE A QUESTÃO 'E SE?'

EX: E SE EU ERRAR? E SE EU NÃO CONSEGUIR? E SE ELE NÃO GOSTAR DE MIM?

ESTIMULO----MEDO--------ANSIEDADE
                        paralisa          ação antecipada

FOBIA
EX:
ARANHA----- MEDO-----ANSIEDADE
estímulo                              evitação do estímulo


Sandra Cristina Vieira
Psicóloga Clínica Cognitiva

ANSIEDADE


O QUE OCORRE EM NOSSO CORPO QUANDO NOS SENTIMOS ANSIOSOS.
A ANSIEDADE É MULTIFACETADA, ENVOLVENDO DIFERENTES ELEMENTOS NAS ESFERAS FISIOLÓGICA, COGNITIVA, COMPORTAMENTAL E AFETIVA DO FUNCIONAMENTO HUMANO. AS RESPOSTAS FISIOLÓGICAS AUTOMÁTICAS QUE OCORREM NA PRESENÇA DE AMEAÇA OU PERIGO SÃO CONSIDERADAS RESPOSTAS DEFENSIVAS. ESSAS RESPOSTAS, VISTAS NOS CONTEXTOS EVOCADORES DE MEDO TANTO DE ANIMAIS COMO DE SERES HUMANOS, ENVOLVEM EXCITAÇÃO AUTONÔMICA QUE PREPARA O ORGANISMO PARA LIDAR COM O PERIGO EMINENTE , "LUTA OU FUGA"

SINTOMAS FISIOLÓGICOS:

AUMENTO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA, PALPITAÇÕES
FALTA DE AR
DOR OU PRESSÃO NO PEITO
SENSAÇÃO DE SUFOCAÇÃO
SUDORESE
NÁUSEA
DIARREIA
TREMOR, AGITAÇÃO
FRAQUEZA TENSÃO MUSCULAR
BOCA SECA





SINTOMAS COGNITIVOS:

MEDO DE PERDER O CONTROLE
MEDO DE FERIMENTO FÍSICO OU MORTE
MEDO DE FICAR LOUCO
MEDO DA AVALIAÇÃO NEGATIVA DOS OUTROS
PENSAMENTOS E IMAGENS OU RECORDAÇÕES ATERRORIZANTES
CONCENTRAÇÃO DEFICIENTE ,HIPERVIGILÂNCIA
MEMÓRIA DEFICIENTE
PERDA DE OBJETIVIDADE






SINTOMAS COMPORTAMENTAIS:

EVITAÇÃO DE SINAIS OU SITUAÇÕES DE AMEAÇA
ESQUIVA, FUGA
INQUIETAÇÃO, AGITAÇÃO, MOVIMENTOS RÍTMICOS
HIPERVENTILAÇÃO
CONGELAMENTO, IMOBILIDADE ( MEDO PARALISA)
DIFICULDADE PARA FALAR




SINTOMAS AFETIVOS:

NERVOSO, TENSO, EXCITADO;
ASSUSTADO, TEMEROSO, ATERRORIZADO
IRRITÁVEL, IRRIQUIETO
IMPACIENTE, FRUSTRADO.





TODOS ESSES SINTOMAS SE SENTIDOS DE FORMA ELEVADA, PODE INDICAR SÍNDROME DO PÂNICO. DEVENDO O PACIENTE PROCURAR O TRATAMENTO, AFIM DE ALIVIAR ESTES SINTOMAS E MELHOR LIDAR COM O ESTRES DO DIA A DIA, SEM PRECISAR SE DESCONTROLAR.
A TERAPIA COGNITIVA É A MAIS INDICADA PARA O TRATAMENTO DESTES SINTOMAS.
VALE TAMBÉM RESSALTAR QUE MEDO NÃO É O MESMO QUE ANSIEDADE, EMBORA O MEDO ESTEJA PRESENTE NA ANSIEDADE. CONTUDO, NEM SEMPRE QUE SENTIMOS MEDO, ESTAMOS ANSIOSOS.

SANDRA C. VIEIRA
T. COGNITIVA

SÍNDROME DE PRADER- WILLI - ESPECTRO AUTISTA






SINTOMAS:
hipotonia no período neonatal.
Problemas de alimentação na infância, com necessidade de utilização de técnicas especiais.
Ganho de peso muito rápido
Características faciais com dolicocefalia, face estreita com diminuição do diâmetro bifrontral, olhos amendoados, boca parecendo pequena com lábio superior fino e cantos da boca inclinados para baixo ..


hipogonadismo
hipoplasia genital; pênis pequeno
maturação gonodal retardada ou incompleta
retardo global
hiperfagia, roubo de comida, obsessão por comida
Deleção: anormalidades citogenéticas - cromossomo 15

SÍNDROME DO PÂNICO



Ataques de pânico são ocorrências intermitentes de medo ou desconforto intenso de início súbito que são acompanhadas pelo surgimento de hiperexcitação fisiológica. O pânico é a apresentação clínica mais clara do medo. Além da forte excitação autonômica, o pânico é caracterizado por uma ideação verbal ou imaginária errônea de catástrofe física ou mental ( ex: morrer, passar mal, ficar louco), ansiedade incontrolável intensa e um forte premência de fugir. Muitos pacientes desenvolvem ampla evitações de situações consideradas ativação do pânico ( agorafobia )






Sintomas:
Palpitações ou taquicardia
Sudorese
Tremores ou abalos
Sensação de sufocação ou falta de ar
Sensação de asfixia
Aperto ou desconforto torácico
Desconforto abdominal ou náusea
Tontura, vertigem, desmaio ou sensação de instabilidade
Sentimentos de irrealidade ( despersonalização)
Sensações de entorpecimento ou formigamento
Calafrios ou ondas de calor
Medo de perder o controle ou enlouquecer
Medo de morrer